A afasia consiste em um distúrbio na expressão e percepção da linguagem, o que implica na perda das habilidades e capacidades de comunicação escrita e falada. Cabe destacar que essa deterioração da linguagem não tem qualquer relação com déficit intelectual. A afasia é caracterizada, principalmente, pela dificuldade do indivíduo em dar nomes a objetos, coisas, lugares, pessoas e outros – o que é o básico para a comunicação. O indivíduo afásico, neste caso, apresenta dificuldades para emitir e também para compreender o que é falado.
Sua linguagem e capacidade de expressão é reduzida, e geralmente, tenta ser também simplificada. Para que seja possível fazer com que um afásico compreenda o que está sendo dito, é preciso dar a ele dicas, apoios, suportes e repetições –preferencialmente objetivas e curtas, para que sejam assimiladas de modo mais natural.
Alguns indivíduos com a perturbação podem ter um discurso vazio, incompreensível e totalmente vago, com uso de muitas palavras sem sentido e referências constantes a palavras como ‘aquilo’ ou ‘coisa’. Isso ocorre uma vez que ele não consegue lembrar o nome de todos os objetos, coisas, lugares ou pessoas.
A patologia é, nos dias de hoje, considerada a que traz a maior limitação/sequela ao indivíduo após um dano de origem cerebral. Isso porque a afasia afeta o indivíduo de várias perspectivas diferentes: na vida social, econômica, pessoal e assim por diante.
As principais causas para o desenvolvimento desta condição são:
Os principais tipos de manifestação da afasia são:
• Afasia de broca
Nesta condição, o paciente consegue preservar o entendimento/compreensão acerca da linguagem. A sua dificuldade no caso está concentrada no uso das palavras – que lhe faltam constantemente. Muitas pessoas acometidas pela condição acabam escolhendo expressões, jargões ou outros termos sem nenhum sentido para falar sobre diferentes situações. Eles mantêm a crença de que estão se comunicando perfeitamente com o uso destes.
Logo após o diagnóstico o paciente pode ter dificuldades com a compreensão, o que na grande maioria dos casos, melhora com o passar do tempo. Tendência à repetição, estruturas de frases desordenadas e a falta de uso de gramática e sintaxe são marcantes neste tipo de afasia.
• Afasia de Wernecke
A afasia de Wernecke, por sua vez, permite que o indivíduo tenha a fala fluente – mas de modo que não faça qualquer sentido para o receptor da mensagem. O paciente acha que está falando perfeitamente e com a devida entonação. Mas, na realidade, não está. Sua articulação de palavras é boa.
Essa condição também é denominada ‘logorréia’, e neste caso, o indivíduo também tem dificuldades para se expressar e para compreender o que lhe é dito. Mas por outro lado, quando ele não é entendido, costuma ficar irritado.
Neste tipo de afasia é comum que o paciente articule palavras que realmente existam e de modo impecável. Mas, quando juntas em uma construção de frase ou oração, elas se tornam incompreensíveis.
• Afrasia de condução
Neste tipo de manifestação da afasia a fala do paciente é fluente e a sua capacidade de compreender o que lhe é dito é razoavelmente boa. Porém, ele é incapaz de repetir termos, expressões e palavras de modo correto.
• Afasia global
Por fim, a afasia global acontece quando o indivíduo perde totalmente a sua capacidade de expressão, compreensão, escrita, fala e leitura.
Como é realizado o diagnóstico?
O diagnóstico da afasia é feito após as habilidades de expressão e compreensão do indivíduo serem avaliadas.
O mais indicado é começar com uma avaliação do tipo sensorial, uma vez que a deficiência auditiva, quando presente, pode naturalmente interferir na capacidade de comunicação.
Em casos de AVCs, é preciso ter a certeza de que só um lado do cérebro foi prejudicado pela doença.
Há a possibilidade de tratamento de afasia, por mais que ele seja longo. É indicado, ainda, que ele seja realizado com a maior frequência possível.
O tratamento é baseado na prática de exercícios capazes de estimular tanto a linguagem escrita como oral. Por conta disso, é fundamental que todas as sessões sejam planejadas levando-se em consideração o grau de instrução do indivíduo, sua idade e é claro, as suas principais preferências.
O tratamento tem duração variável, dependendo do diagnóstico, do tipo de afasia e do próprio grau de perda do indivíduo. É possível recuperar-se parcialmente ou totalmente: algumas pessoas levam um tempo curto para chegaram aonde desejam, enquanto outras, podem demorar um pouco mais.
Os pacientes podem aliar o tratamento do tipo médico com terapias fisioterápicas, sessões ocupacionais, fonoaudiológicas e psicológicas.
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